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Neuralgia do Trigêmeo

admin |18 set, 2013

Neuralgia do Trigêmeo | InfraRedMed

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Você já teve dor lancinante na face que deu vontade de apertar para fazer parar? Ou talvez achou que era dor de dente, mas descobriu que não tinha nada errado com os dentes após um tratamento longo e desnecessário? Pois é, essa dor pode ser um sintoma da neuralgia do trigêmeo.

A neuralgia do trigêmeo (NT) é uma dor neuropática que acomete o(s) ramo(s) do nervo trigêmeo, e é uma das dores mais severa conhecida. Esta dor pode ser acompanhada de leves espasmos faciais, o tic, eis o nome tic doloroso.

A termografia é um método de avaliação da dor de cabeça e da face. A neuralgia do trigêmio apresenta fenômenos neurovegetativos que se apresentam bem característicos na imagem termográfica auxiliando ao médico na identificação correta da doença e no diagnóstico diferencial com outras enfermidades.

Às vezes, a dor pode ser engatilhada por simples atividades cotidianas como lavar o rosto, escovar os dentes ou alimentar-se. Isso gera um prejuízo enorme na qualidade de vida do indivíduo levando-o ao emagrecimento, desidratação, depressão e até mesmo ao suicídio.

Ocorre às vezes dela ser confundida com cefaléia em salvas (cluster) ou dor consequente a afecções odontológicas, podendo o paciente ser submetido a tratamentos desnecessários que atrasam o diagnóstico correto.

Incidência

A NT é mais frequente em pessoas com mais de 50 anos e incide mais em mulheres do que em homens. No entanto, também existem relatos de casos pediátricos, indicando uma larga faixa etária para o início da doença. Há alguma evidência que é hereditária, porém, não porque a NT passa de pai para filho, mas, sim, provavelmente devido à genética da formação dos vasos sanguíneos.

Definição da Neuralgia do Trigêmeo

A IASP (International Association for the Study of Pain) a define como “dor paroxística, unilateral, severa, penetrante, de curta duração, recorrente, em um ou mais ramos do quinto par craniano; o nervo trigêmino”. Ou seja, dor tipo “choque-elétrico” ou dor lancinante em metade da face ou parte dela, que dura alguns segundos, podendo ocorrer em intervalos de tempos variáveis.
Esta dor orofacial (da face e da cavidade oral) ocorre porque o nervo trigêmeo inerva desde a parte anterior do couro cabeludo até o queixo, em três divisões , V1, V2 e V3. A dor pode irradiar por 1, 2 ou 3 destas faixas sempre de um lado da face. Para entender melhor, veja a figura abaixo mostrando a origem do nervo trigêmeo, seus ramos e estruturas próximas.

Causas

As causas são comumente divididas em duas categorias: essencial ( ou primária) e secundária.

Neuralgia essencial – é idiopática (sem causa conhecida), sendo consenso que a principal, mas não única causa, é a compressão do nervo trigêmeo por uma artéria, que causa uma lesão no nervo, provocando desmielinização (desgaste da capa protetora do nervo) no local e, consequentemente, a hiperestimulação das fibras nociceptivas levando a dor. Imagine um fio elétrico desencapado. O que acontecerá no local exposto? Não coloque a mão para descobrir!

Fibras nervosas: capa de mielina e fibras transmissoras da dor

A NT pode ser um resultado natural do processo de envelhecimento, com os vasos sanguíneos alongando e encostando-se aos nervos. Com a pulsação do vaso encostado, começa o processo de desgaste da mielina (capa protetora).

Esquema mostrando a artéria pulsando, encostada no nervo trigêmeo

Uma revisão da literatura de 2008, publicado por Robaina na Revista da Sociedade Espanhola de Dor revela que alguns estudos anatômicos de pacientes com neuralgia essencial do trigêmeo demonstraram a presença de vasos sanguíneos comprimindo ou em contato com a raiz nervosa, na zona de entrada do tronco em 91% dos casos.

Neuralgia secundária – pode ser multicausal e é mais evidente, pois, além da dor facial, o paciente apresenta algum déficit neurológico. Pode ter origem:

TUMORAL

– neuroma acústica

– cordoma no nível do clivo

– glioma e meningioma pontino

– epidermóide

– metástases

– linfoma

VASCULAR

– infarto pontino

– aneurisma gigante intracavernoso e outras más-formações arteriovenosas no local

– persistência de uma artéria trigêmea primitiva

– compressão pulsátil pela artéria superior adjacente (mais raramente, artéria antero-inferior)

INFLAMATÓRIA

– esclerose múltipla

– sarcoidose

– neuropatia da doença de Lyme

– acroceratose paraneoplástica

Fonte: Blog Mundo sem Dor (www.mundosemdor.com.br/neuralgia-do-trigemeo-parte-1)

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